
Facial & Corporal


PRE´ &
Cirurgia Plástica

OBJETIVO
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Diminuir o tempo de repouso Prevenir aderências Restaurar a funcionalidade Acelerar a recuperação
Utilizamos técnicas para preparação para intervenção cirúrgica (pré-operatório com a devida hidratação da pele e recomendações) e aceleração do processo de recuperação (pós operatório) com finalidade de prevenir e controlar complicações comuns desse procedimento. O Brasil ocupa o segundo lugar nesse ranking de cirurgias plásticas, perdendo apenas para os EUA.
Durante a cirurgia plástica ocorre lesões, além de traumas mecânicos nos tecidos envolvidos e é isso que justifica a importância do cuidado no pós-operatório. Uma vez que a mesma, através das técnicas manuais até e recursos eletroterápicos , térmicos e fototerápicos, irá devolver a flexibilidade e mobilidade, irá prevenir e tratar complicações que podem ocorrer durante o processo de reparo tecidual e recuperação desse paciente.
As principais cirurgias plásticas:
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Blefaropastia,
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Ritidoplastia,
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Mamoplastia,
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Abdominoplastia , Lipoaspiração
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Cirurgia intima
Uma vez que a mesma, através das técnicas manuais até e recursos eletroterápicos , térmicos e fototerápicos, irá devolver a flexibilidade e mobilidade, irá prevenir e tratar complicações que podem ocorrer durante o processo de reparo tecidual e recuperação desse paciente.
Cicatrização no Pós-Operatório
O processo de cicatrização pode ser dividido em três fases, independente do tipo de trauma ocorrido sendo elas:

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Fase inflamatória é a reação ao trauma, tem inicio quando há o extravasamento do sangue para agregar plaquetas e assim reverter a homeostase. No caso da cirurgia plástica, essa fase tem início logo após o término da cirurgia e dura entre 48 e 72 horas.
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Fase proliferativa é nessa fase que vai ocorrer o “fechamento’ da lesão e tem três sub fazes (a reepilação, a fibroplasia e a angiogênese) e, começa entre o terceiro e quarto dia do pós-operatório e dura até o período de duas a quatro semanas.
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Fase da remodelagem , essa fase é marcada pela tentativa da regeneração do tecido de forma normal, onde esse tecido vai se enriquecer com mais fibras de colágeno e adquirir as características de uma cicatriz. Esta fase tem início por volta do décimo primeiro dia e segue até o quadragésimo dia do pós-operatório.
Drenagem Linfática Manual (DLM):
Uma das técnicas mais importantes na área de pós-operatório por sua eficácia na prevenção precoces de edemas, hematomas, seromas, friboses, aderências, equimoses, dentre outros, com a técnica de Voldder, com movimentos circulares, rotatórios e de bombeio.
A DLM tem como objetivo os resíduos metabólicos e os líquidos exsudados por manobras nas vias linfáticas e linfonodos. Pode iniciar a DLM em até 48 horas após as cirurgias plásticas.
Ultrassom (US):
Vai proporcionar através dos seus efeitos não térmicos um aumento do reparo dos tecidos, do fluxo sanguíneos, da extensibilidade do tecido, redução de dor e cura das lesões. Segundo MIGOTTO o US é fundamental do pós-operatório para evitar fibrose.O US vai aumentar o número de fribroblastos acelerando a fase inflamatória e contração da ferida, O US terapêutico é usado na fase inflamatória para absorção de hematoma e diminuir dor e edema.
Corrente galvânica:
Segundo GUIRRO, 2002 esta corrente é usada especificamente para eletroforese (introdução de um fármaco no organismo através da pele).
Endermoterapia:
Aparelho de pressão negativa que realiza uma “sucção” na pele, e através dessa pressão negativa aplicada na pele irá fazer descolamento do tecido e auxiliando no tratamento de fibroses, promovendo com isso um tecido mais uniforme.
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Light Emitting Diode (LED):
São diodos semicondutores que emitem luz e que de acordo com seu comprimento de onda podem ser 405nm (azul) a 940nm (infravermelho). O LED vai fotoestimular: diretamente a célula (em sua permeabilidade), as mitocôndrias estimuladoras, a síntese de ATP e as proteínas como colágeno e a elastina. Atua então como antimicrobiano e antiinflamatório, seu efeito é diretamente no processo inflamatório, provocando aumento do fluxo linfático e da atividade de neutrófilos e macrófagos reduzindo assim o edema e estimulando a resposta imune; o aumento da formação de colágeno, estimula a formação de fibroblastos, aumento da circulação lateral e micro circulação (ESPER, M.A.L.R, 2010)
LASER:
Indicado em procedimentos pós-operatórios por auxiliar e acelerar o processo de cicatrização, diminuição do edema local, diminuição do processo inflamatório entre outros (OLIVEIRA, 2012).
O laser de baixa potência é um recurso eletroterapêutico que tem como objetivo a reparação tecidual” (RAMIRES, 2012).
“A ação do laser após uma lesão de pele possibilita a angiogênese, estimulo da mitose celular, regulação dos fibroblastos, normalizando a produção de fibras elásticas e colágenas, impedindo a ocorrência de quelóides, hipertrofias e alargamentos” (MACEDO, 2010).
Radiofrequência:
É uma forma de corrente elétrica alternada, seu mecanismo de ação se dá pelo aquecimento da derme, a energia térmica gerada nas camadas profundas de tecido favorece a formação de colágeno, porém no pós-operatório está ligado ao tratamento das fibroses tanto recente como tardia, podendo ser aplicada precocemente desde que a sensibilidade térmica do paciente seja perfeitamente mensurável e que o edema não seja acentuado.
Auriculoterapia- é uma técnica que utiliza pontos na orelha, estimulando o sistema nervoso central e o órgão afetado. Ao ativar pontos específicos ela ajuda a aliviar dores em geral (músculos), ansiedade e etc.
Aromaterapia é uma técnica natural que utiliza o aroma e as partículas liberadas por diferentes óleos essenciais para estimular diferentes partes do cérebro, ajudando a:
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Aliviar os sintomas de ansiedade, insônia, depressão, promove o bem-estar; fortalece as defesas do corpo.
Terapia Manual:
Através de mobilização manual em forma de tensão no tecido em cicatrização ocorre uma organização dos feixes de colágeno de uma maneira mais natural e com mais elasticidade do que quando não há essa tensão, sendo essa técnica muito indicada para fibroses e aderências, uma vez q o colágeno se deposita de forma desorganizada, essa manipulação, feita em todos os sentidos, reorganizará esses feixes de colágeno.



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Evitar fumar até pelo menos 30 dias da cirurgia. O risco de necrose e trombose são maiores nos primeiros 14 dias, mas a cicatrização precisa de oxigênio principalmente nas fases iniciais;
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Evitar anticoagulantes até pelo menos 21 dias da cirurgia. O risco de sangramento existe até os pequenos vasos cicatrizarem.
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Não usar anticoncepcional até 14 dias depois da cirurgia, pelo risco de trombose;
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Evitar ambientes quentes. Como visto, até pelo menos 21 dias há risco de voltar a ter algum sangramento e o calor por ser vasodilatador, aumenta o risco de sangramento. Por isso, os banhos devem ser mornos e rápidos;
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Evitar sol por ao menos 45 dias. O sol pode aumentar o inchaço, facilitar sangramento e manchar a pele, nos casos em que houver alguma mancha roxa ou amarelada;
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Fazer drenagens linfáticas e ultrassom, logo que possível. Muitas cirurgias, como lipoaspiração, abdominoplastia, lifting facial, onde há um grande descolamento da pele, geram inchaço maior. O inchaço deve ser combatido, pois a manutenção dele por levar à fibrose, nodulações e irregularidades;
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Usar malhas compressivas. Nas cirurgias com descolamentos, a malha compressiva além de minimizar o inchaço, ajuda a pele a “grudar” mais rapidamente;
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Evitar exercícios e movimentações que forcem a cicatriz. Uma cicatriz leva tempo para ficar forte. Toda cicatriz recente pode alargar se submetida à tensão. A cicatriz leva pelo menos 45 dias para ter uma força razoável;
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É fundamental o paciente estar bem nutrido, pois a anemia e a falta de vitaminas e oligoelementos, como vit A, B, C, zinco, cobre, ferro, vit k podem atrapalhar a cicatrização e até facilitar sangramentos (vit K). Comer carne, verduras verde escuras ajudam como fonte de ferro. Crédito ao Dr. André Gonçalves de Freitas Colaneri
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